Arma, uma espingarda de pressão modificada para calibre 22, foi apreendida (Foto: Divulgação)

Um tiro acidental de espingarda matou Bruno de Arantes Diniz, de 13 anos, nesta quinta-feira (23), em Rochedo. O disparo foi feito pelo amigo dele, que também tem 13 anos.

Segundo o delegado Valmir Moura Fé, o caso aconteceu nesta manhã, logo depois que os pais do autor saíram para trabalhar. “Ele chamou o coleguinha para ir na casa dele, os pais saíram e os dois ficaram sozinhos. Eles entraram no quarto do pai e encontraram a arma em cima do guarda-roupa”.

A arma, conforme o delegado, é uma espingarda de pressão adaptada para calibre 22. Enquanto o menino mexia na arma, ela disparou e atingiu a nuca de Bruno. Ele chegou a ser levado para atendimento médico, mas não resistiu ao ferimento.

Na delegacia, o dono da arma, um auxiliar de serviços gerais de 35 anos, contou ter comprado a espingarda já modificada há três anos de um desconhecido em Camapuã. Depois disso, trabalhou por um tempo na área rural de Rochedo, mas logo de mudou para a cidade e parou de usar o armamento.

Desde então, relatou em depoimento, guardava a arma em cima do guarda-roupa, mas sequer lembrava se estava municiado ou não. A mulher dele afirmou ao delegado que não sabia que a espingarda ainda estava na casa e o filho que não tinha nenhum conhecimento sobre como manusear ela.

“Adolescente tem curiosidade e não tem noção do perigo. Provavelmente ele tocou o dedo no gatilho e a arma disparou”, explicou Moura Fé.

Após prestar depoimento, o auxiliar de serviços gerais foi indiciado por porte ilegal de arma e omissão de cautela. Já o filho dele vai responder por ato infracional equivalente a homicídio culposo, quando não há intenção.“Quem tem arma em casa precisa deixar desmuniciada, trancada em cofre.

Em 20 anos de profissão já vi muitos casos como esse”, lamentou Moura Fé. O corpo de Bruno foi levado para o Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal), onde passará por exames.