Vereadores presos foram levados para a PED. (Foto: Adalberto Domingos)

Foi encaminhado há pouco para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) o grupo preso durante a operação Cifra Negra, desencadeada pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (5), que resultou na prisão de três vereadores de Dourados.

Durante a operação foram presos os vereadores Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM), o ex-vereador Dirceu Longhi (PT) e o ex-servidor Amilton Salinas.

Todos eles passaram a noite no 1º Distrito Policial e após passarem por exame de corpo de delito na manhã desta quinta-feira (6), forma encaminhados até a PED. Eles saíram da delegacia em duas viaturas da Polícia Civil.

Operação Cifra Negra

Ao todo foram cumpridos dez Mandados de Prisão Preventiva em Dourados e Campo Grande, mas os nomes dos outros envolvidos ainda não são conhecidos. Mandados de Buscas e Apreensões foram cumpridos na Câmara Municipal de Dourados.

Segundo o MPE, a operação, originada como desdobramento das Operação Telhado de Vidro e Operação Argonautas, investiga “crimes do colarinho branco”, tais como fraude à licitação e corrupção ativa e passiva.

Pelas apurações, nos processos licitatórios, apresentavam-se como concorrentes sempre empresas “cartas marcadas”, as quais que atuavam em conluio, algumas delas, inclusive, existiam apenas no papel, com o mero intuito de simular uma concorrência leal nas licitações. Sem a devida concorrência, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes.

Para garantir que o esquema se perpetuasse, as empresas repassavam valores mensais, isto é, “propinas”, a servidores públicos, dentre eles os membros da Mesa Diretora da Câmara da época.