Foto: Hosana de Lourdes
Foto: Hosana de Lourdes

Após a interdição da cadeia pública de Maracaju, a transferência dos 64 presos para os presídios das cidades de Dois Irmãos do Buriti e Dourados a comunidade Maracajuense está se mobilizando para requerer ao Prefeito Municipal, Vereadores, Secretário de Segurança Pública e Governador do Estado para que não façam mais reforma no prédio da Policia Militar, que estava sendo usado indevidamente como Cadeia Pública, que se construa um presidio fora do perímetro urbano.

Na avaliação hoje o prédio não tem as mínimas condições de segurança, além de estar localizado no centro de cidade de Maracaju, com alto riso para os moradores e comerciantes da região, que estão sendo constantemente ameaçados pelas seguidas rebeliões.

Além de que os presos temporários, que deveriam ser os únicos a ficarem na cadeia, também sofrem com a superlotação, falta de higiene, limpeza, péssima alimentação e falta de assistência à saúde.

Os presos condenados deveria ser removidos para os presídios estaduais, o que não é feito, por falta de vagas.

A iniciativa da mobilização é do advogado Nelson Dias Neto e um grupo de amigos e colegas do Faceebok está correndo um abaixo assinado para coleta de assinaturas dos munícipes, para que seja proibida a reforma e construção de cadeia no perímetro urbano.

O movimento popular já tem o apoio da Subseção local da OAB-MS e da Associação Empresarial de Maracaju, o advogado está buscando apoio das autoridades, as igrejas, clubes de serviços e demais associações constituídas para apoiarem o movimento e a reivindicação.

O coordenador advogado Nelson Dias Neto, pede o apoio de toda população na coleta de assinaturas, para que o abaixo assinado seja entregue o mais rápido possível às autoridades competentes.

“De imediato já foi oficiado ao Dr. Maurilio Ferreira Azambuja, para que não forneça nenhum Alvará de reforma ou construção para o Estado, para que seja encontrado uma solução que de mais dignidade para os presidiários e segurança para a população” disse.

Segundo Nelson Dias Neto sugeriu o Estado pode vender 50 % dos terrenos onde estão localizados o complexo de segurança, que possui alto valor comercial por estar no centro da cidade e com estes recursos o Estado pode adquirir uma área rural e edificar um presídio à altura da necessidade atual.

Também será reivindicado ao Governador do Estado para que a administração do presídio seja repassado à AGEPEN, pois a Policia Civil e Militar não tem estrutura e nem equipe preparada para tal.

Se necessário será efetuado um audiência pública com as autoridade envolvidas para discutirem uma melhor solução para todos.