A presidente do sindicato, Karine Segatto, e jornalistas da região recebendo o diploma dos vereadores da Casa de Leis. (Foto: Thiago Morais)

Criado em 9  de dezembro de 1989, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados (Sinjorgran) completa 30 anos de fundação em 2019. Devido a isso, foi concedido pelo Poder Legislativo Douradense e publicado no Diário Oficial da última quarta-feira (04) o diploma de Jubileu de Pérola, marcando também o Dia Nacional de Luta em Defesa do Registro Profissional.

Segundo a história, mesmo com delegados do SindJor – MS, localizado em Campo Grande, atuantes na cidade, os jornalistas do município se mobilizaram para buscar autonomia e agilizar o atendimento das demandas da categoria na Região. Assim, conquistou independência administrativa, jurídica, política e atualmente é um dos quatro sindicatos regionais do País.

Grande parte do grupo que criou a entidade foi a que prosseguiu na direção nas primeiras duas décadas – Cícero Lima Farias (triênio 1989-1992), José Henrique Marques (1992-1995 e 1995-1998), Antônio Pinto Viegas (1999 – 2002) e Clóvis de Oliveira (2002-2005) – marcadas principalmente pelo reconhecimento da organização junto ao Ministério do Trabalho, pela construção da sede em parceria com o Clube de Imprensa e pela necessidade de regularização do exercício profissional das pessoas que atuavam na área e que ainda não tinham o segundo grau completo.

A renovação de seus membros veio com o início da turma de Jornalismo no curso oferecido pela Unigran, a partir do ano de 2004. Era uma das bandeiras sindicais, impactou o mercado de trabalho da região e resultou no ingresso de novos filiados e diretores no próprio Sindicato, oxigenando os mandatos liderados por Luis Carlos Luciano (triênios 2005-2008, 2008-2011 e 2014 – 2017) e Karine Segatto (2011-2014 e 2017 – 2020), com jornalistas mais jovens e maior representatividade das mulheres nas diretorias.

Desde 2006, o grande foco da atuação do Sindicato são os Acordos Coletivos de Trabalho. Por conta da ausência de um sindicato patronal, a negociação é feita ano a ano com cada empresa. É por meio dos ACTs que o Sindicato busca benefícios trabalhistas para os filiados, entre eles, auxílio transporte, auxílio refeição/alimentação, gratificação de função, direito de substituição, regulamentação do banco de horas, estabelecimento do piso salarial e reajuste salarial com base na atualização nos índices inflacionários e também buscando conquistar ganho real.

“Desde sua criação, a entidade é o centro da luta da categoria por direitos trabalhistas, pela defesa da ética profissional e da liberdade de imprensa, e também por valorização social, repudiando casos de violência contra os jornalistas e sempre reafirmando a importância dos seus profissionais para a democracia. Criado há 30 anos em um contexto de redemocratização do País e efervescência dos movimentos sociais, atualmente o Sinjorgran enfrenta um cenário de retrocesso causado pela Reforma Trabalhista de 2017 e pelo avanço de regimes centralizadores, além da recente Medida Provisória MP925/2019, que extingue o registro profissional. E por isso no sindicato a luta é diária”, explica a presidenta, Karine.

A jurisdição do Sinjorgran envolve 25 municípios localizados mais ao Sul de MS: Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Rio Brilhante, Maracaju, Caarapó, Ponta Porã, Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Naviraí, Eldorado, Itaquiraí, Mundo Novo, Deodápolis, Iguatemi, Nova Andradina, Ivinhema, Gloria de Dourados, Angélica, Tacuru, Paranhos, Sete Quedas, Coronel Sapucaia e Bataiporã.