Depois de muita conversa, Campo Grande segue sem transporte coletivo

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Depois de dois dias de muita conversa fiada, confissão por parte da empresa de que recebeu dinheiro da prefeitura, um ou outro vereador se dizendo revoltado (a) com o problema, justiça mandando uma parte dos motoristas voltar ao trabalho, nada acontece e a população segue prejudicada. O comércio e a indústria com milhões em prejuízo, a população que precisa do transporte prejudicada e grande parte submetida a exploração dos aplicativos e tudo continua como antes, o Consórcio Guaicurus com sua força sobrenatural continua recebendo, mas não paga funcionários, como demonstrou a prefeitura em entrevista à imprensa.

Por conta da aparente força sobrenatural do Consórcio Guaicurus sobre a Câmara Municipal que poderia agir e segue quieta apesar de algumas manifestações ao vento por parte de poucos vereadores, a greve dos motoristas continua mesmo diante da multa de R$ 200 mil determinada ontem (16) pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região.

Na decisão. o desembargador César Palumbo Fernandes ordenou que os motoristas do Consórcio Guaicurus encerrem a greve a partir desta quarta-feira (17). Então, dobrou o valor da multa – que já estava em R$ 100 mil – se 70% dos ônibus não retornassem às ruas em Campo Grande.

Na prática, a determinação não intimidou os motoristas, que mantiveram a greve. O presidente do STCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande), Demétrio Freitas, disse que “enquanto não receber o que está condicionado, não voltarão”. A audiência no TRT foi encerrada sem solução após o desembargador fazer uma escala definindo horários e número de motoristas em atividade. Os trabalhadores deixaram a reunião sorrindo e a greve continua. Funcionários do Consórcio Guaicurus sofrem há meses com atrasos, o que levou na segunda semana de dezembro, decidirem pela greve. Os atrasos acontecem desde o começo do segundo semestre.

A frota

Mas o problema da população com o Consórcio Guaicurus é bem maior. A população está submetida a uma frota velha, quebrando diariamente nas ruas deixando passageiros expostos ao tempo e espera por outro ônibus.

Recentemente diretor do consórcio já falou alto e claro que se a prefeitura não der mais dinheiro, não haverá compra de novos ônibus. Pelo andar da carruagem, enquanto estiver o atual sistema no município, a população continuará sofrendo como refém da coisa.