
Um protesto no centro de Dourados, a frente da Praça Antonio João, reuniu representantes de todas as forças de segurança pública de Dourados para um ato solene em protesto às mortes destes profissionais.
Agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ambiental e Polícia Rodoviária Federal estiveram no calçadão com viaturas para um breve momento, intitulado ‘sirenaço’. Em sequência policiais dispuseram as viaturas na avenida Marcelino Pires e deflagraram o protesto.
Organizado em Dourados por um grupo de policiais e agentes de segurança, o protesto incluiu o pedido para aprovação de um Projeto de Lei nacional que torna hediondo crimes contra profissionais de segurança pública.
Segundo o agente penitenciário especial Antonino Rebeque, à frente dos trabalhos, a nível de Brasil, o protesto engloba o repúdio aos assassinatos e danos causados a agentes de segurança pública em serviço e a aprovação do projeto. “Independente de qual seja a corporação, os policiais e agentes protestam hoje contra estas situações. E também lutamos para que esses sejam considerados crimes hediondos”, disse.
Como exemplos de casos que comoveram o meio policial e que fomentam o protesto no Mato Grosso do Sul e em Dourados, Rebeque citou a morte dos policiais civis no Porto Cambira, há oito anos, e o agente penitenciário morto na semana passada.
Entre os perigos desta profissão em nossa cidade, Rebeque citou a proximidade com a fronteira e a superlotação do presídio de Dourados, principalmente, com vários integrantes de facção criminosa. “O que nos blinda de certa forma é a união de nossas polícias, algo visto aqui e comprovadamente inédito em boa parte do nosso país”, concluiu.