Manifestantes reagem à nomeação de Lula e vão para Afonso Pena

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Grupo ocupa pista da Avenida Afonso Pena. (Foto: Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado)
Grupo ocupa pista da Avenida Afonso Pena. (Foto: Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado)

Depois da nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, a população começou a tomar as ruas pelo país. Em Campo Grande, centenas já estão reunidas na Afonso Pena, em frente ao Ministério Público Federal (MPF).

A Avenida Afonso Pena está bloqueada a partir do cruzamento com a Rua Paraíba, sentido centro/shopping. A Polícia Militar e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estão no local.

Com bandeiras e apitos, cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, participam do ato. Ainda segundo a PM, o número pode aumentar durante o protesto, já que a todo momento chegam mais manifestantes.

Segundo Marcos Pollon, vice-presidente do Instituto Conservador, o ato não foi combinado. “A manifestação é espontânea. As pessoas estão indignadas pela falta de vergonha do PT. O governo acha que é o dono do país, mas os donos somos nós”, afirmou, completando que o movimento não tem hora para acabar. Muitos motoristas buzinam ao passar pelo local como forma de apoio ao protesto.

Houve princípio de tumulto no momento em que guardas municipais chegaram. Duas viaturas pararam no canteiro central da Afonso Pena, quando um grupo de pessoas chegou gritando “fora, fora”. Os organizadores pediram, no microfone, que não houvesse violência e o grupo se dispersou.

Os guardas ameaçaram multar os veículos que bloqueiam a avenida, pois não há permissão. Depois disso, os carros foram retirados pelos proprietários para desinterditar a via e o trânsito passou a ser orientado pela própria Guarda Municipal.

Para Éder Redó, representante do Movimento Reaja Brasil, uma quadrilha tomou conta de Brasília. “Um cara quase para ser preso ganha cargo de ministro é como se fosse um preso ganhando indulto de Natal”, pontuou.

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