Murilo discute aumento da matéria prima para produção de biodiesel

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Prefeito Murilo e o secretário Landmark reunidos com o consultor do MDA Nélio Castro e representantes de indústrias de biodisel. Foto - Dênes de Azevedo
Prefeito Murilo e o secretário Landmark reunidos com o consultor do MDA Nélio Castro e representantes de indústrias de biodisel. Foto – Dênes de Azevedo
Dourados sediou nesta terça-feira, dia 14, uma reunião da Coordenação Nacional de Biocombustíveis do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), que discutiu medidas para o aumento da produção de matéria prima pela agricultura familiar. O prefeito Murilo recebeu o consultor de bicombustíveis do MDA, Nélio Castro Lima, com quem conversou sobre a expansão do programa para mais propriedades rurais.

Mais oportunidades de negócios para o pequeno produtor é uma das metas do prefeito Murilo, que criou a Secretária de Agricultura Familiar e Economia Solidária para cuidar dessa área.

Murilo lembrou da criação do projeto na época em que era deputado federal, prevendo que a mistura de biodiesel no diesel começasse em 5% para chegar a 20%. Atualmente a mistura continua em 5%, mesmo as indústrias tendo a capacidade de produzir 10% da quantidade de diesel vendido no Brasil.

O prefeito lembrou que trouxe a tecnologia de produção do biodiesel para o Mato Grosso do Sul através da Unigran, universidade que chegou a criar uma mini-usina. A disseminação da tecnologia acabou incentivando a criação da Biocar, indústria do setor localizada em Dourados e que opera com sucesso.

Na reunião, com a participação também do delegado do MDA em Mato Grosso do Sul João Grandão, foram discutidas com representantes da Granol, Cargil, Binatural, Delta, Biocar e Fertibom maneiras de inserir mais produtores no programa. Essas empresas são as únicas do Estado que estão autorizadas pelo MDA a integrar os agricultores. No Brasil são 42.

De acordo com Nélio Castro Lima, a principal vantagem do agricultor em participar do programa é ter garantida a assistência técnica gratuita a ser oferecida pela empresa, o que resulta em aumento de produção. Outra vantagem é o recebimento de um bônus de R$ 1,80 para cada saca de soja entregue para a produção de biodiesel.

Para participar do programa, o agricultor não pode ter área acima de quatro módulos rurais, o equivalente a 130 hectares. A soja é a oleoginosa mais indicada na região para a produção do biodiesel, em função de o custo de produção de outras plantas, como pinhão manso e girassol, ser ainda mais alto.

MAIS RENDA NO CAMPO

O secretário de Agricultura Familiar e Economia Solidária, Landmark Ferreira Rios, lembra que a proposta da prefeitura é somar esforços para atrair mais produtores para o sistema, contribuindo para melhorar a renda nas pequenas propriedades. “Muitos produtores produzem soja naturalmente e não sabem desse programa; a prefeitura vai levar a informação a eles”, afirma o secretário. Na região de Dourados já existem 800 produtores cadastrados no programa.

Atualmente, 80% do biodiesel no Brasil é produzido a partir da soja, 16% do sebo de boi e os outros 4% do caroço de algodão e outros materiais. De acordo com Nélio, o governo discute o aumento da mistura de 5% para 7%, que deve estimular ainda mais a produção de oleoginosas para este fim.

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