Publicidade e Propaganda da UNIGRAN discute ‘Pluralidade na Comunicação’ durante 12ª Sincom

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A Jornada Acadêmica ainda contou com oficinas, palestras e a premiação do Galo Awards

Após dois anos sem eventos presenciais, o curso de Publicidade e Propaganda da UNIGRAN realizou a 12ª Jornada Acadêmica – Sincom. Em três dias de atividades, diversos profissionais ministraram oficinas e trouxeram para debate a ‘Pluralidade na Comunicação. Reflexões sobre a diversidade na Propaganda’.

A coordenadora do curso, Lana Guedes, comemorou a realização da 12ª Sincom. Mesmo que a Instituição não tenha parado durante a pandemia, realizando ações de maneira remota, este é o primeiro grande evento após o retorno das aulas presenciais. “Fizemos vários encontros on-line para que os acadêmicos não perdessem a promoção de importantes debates. Agora, presencialmente, foi um desafio, porque metade dos alunos, por exemplo, nunca vivenciou essa experiência”, apontou.

Lana ainda ressaltou que os eventos não são apenas para serem considerados atividades complementares, em que os acadêmicos recebem certificados, mas também como uma “troca de experiência, uma oportunidade de debater, de oxigenar temas diferentes, com pessoas diferentes, de outras realidades, de outras vivências”. “Este foi o nosso maior desafio, fazer com que metade do curso, que é a geração que entrou na pandemia, entendesse a importância desses debates, dessas discussões”, completou.

Sobre a temática, a coordenadora relatou que há alguns anos a pluralidade e a diversidade têm sido tema de diversas discussões, então ela quis trazer o assunto para o viés acadêmico. “A gente quis trazer para frente desse debate pessoas que realmente são plurais, que representam a cultura brasileira e, aos poucos, vamos quebrando, desconstruindo alguns estereótipos, algumas situações que foram construídas ao longo da formação da história da Comunicação, da Publicidade. Esta desconstrução é necessária para começarmos a tratar de situações reais, e a propaganda sendo um reflexo da sociedade”, concluiu.

E, para trazer estes debates aos acadêmicos, foram convidados, entre outras autoridades na área, o diretor de Comunicação e Impacto Social na Leo Burnett Tailor Made, Jef Martins, e a jornalista e mestre em Comunicação, Raquel Alves, para ministrar palestras e oficinas.

Jef realizou a palestra de abertura do evento, com o tema ‘8 Dicas para Hackear o Sistema para a Diversidade’. Ele trouxe uma lista de ações, nas quais já praticou e que podem ajudar a trazer mais pluralidade aos contextos vividos. “A gente consegue fazer pequenas coisas no nosso dia a dia para fazer com que nossos ambientes sejam mais diversos. Que a gente tenha tanto dentro do mercado corporativo quanto nos lugares que frequentamos, outros corpos, outras pessoas, com outros repertórios, algo que não seja homogêneo”, afirmou.

A pluralidade, de acordo com Jef, é de suma importância para a comunicação. “Todo mundo se comunica. Então, a comunicação tem que ser para todo mundo. O emissor tem que pensar em como essa mensagem está chegando. No nosso país, temos aí uma população muito plural, é importante que essa comunicação seja pensada para todas as pessoas de uma forma que todo mundo entenda, que as pessoas não se sintam ofendidas, que as pessoas se sintam pertencentes àquilo que está sendo comunicado e é de suma importância que as pessoas que estão emitindo essa comunicação também sejam donas das narrativas”, argumentou.

Já Raquel Alves, que ministrou oficinas e participou sobre uma mesa-redonda com o tema ‘Os estereótipos, a mulher e a mídia’, discutiu a pluralidade e diversidade ligadas à mulher. “É uma área que me interessa, é uma área que eu estudo, tudo que se refere à mulher, no modo geral e, quando a gente começa a ver a propaganda, percebemos que ela conspira para criar um lugar da mulher que não é um lugar confortável para ela, não é o lugar onde ela quer estar. Então, é parte da nossa missão pensar sobre esses propósitos no momento da criação, no momento do planejamento”, destacou.

Para finalizar o evento, o curso ainda realizou o Galo Awards, uma premiação para os melhores trabalhos inscritos pelos acadêmicos, em oito categorias diferentes.