Acadêmico de Agronomia da UNIGRAN instala lâmpadas em plantação e busca aumento na produtividade

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O experimento ‘Suplementação Luminosa’ é realizado pelo acadêmico Gustavo Mendonça Gonçalves, do 7º semestre

O curso de Agronomia da UNIGRAN busca sempre colocar o acadêmico à frente do mercado de trabalho, alinhando conhecimento teórico, prático e a tecnologia. Com isso, o aluno do 7º semestre, Gustavo Mendonça Gonçalves, apresentou o experimento ‘Suplementação Luminosa’, que busca saber se há aumento na produtividade da plantação através do uso de Lâmpadas UV no período noturno.

O professor do curso, Wilson Finamore, é o orientador do acadêmico durante o experimento, que será usado em seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Ele ressaltou que estas atividades são importantes para que o aluno saia da graduação sabendo lidar com as adversidades do mercado de trabalho. “Isto serve para eles observarem no campo, para saber como é que monta ou como é que faz ou como é que conduz experimentos para obter respostas sobre as tecnologias usadas”, comentou.

Toda a atividade é conduzida pelo acadêmico, desde a plantação, a instalação das luzes, até a futura colheita, enfatizou o professor. O experimento da ‘Suplementação Luminosa’, de acordo com Gustavo Gonçalves, investiga se a luz usada na plantação do milho safrinha provoca aumento na produtividade.

Para isso, o estudante utilizou 60 lâmpadas UV espalhadas pela plantação, que tem, mais ou menos, 60 metros de extensão divididos em três linhas. Para compor o experimento, ele ainda dividiu a plantação em tratamentos, somando cinco deles.

Gustavo explicou que os tratamentos são separados pela quantidade de tempo em que a plantação fica exposta à luz das lâmpadas. Todas as luzes acendem às 18h, porém elas começam a apagar a partir de 1h30 após o seu acendimento, tendo um intervalo de 1h30 entre elas. Ou seja, todos os tratamentos ligam no mesmo horário, porém um apaga às 19h30, outro às 21h, mais um às 22h30 e assim, sucessivamente.

“Além de saber sobre a produtividade, este experimento nos ajuda a vermos a tecnologia em campo, aprender como ela é na prática e saber como montá-la, para, na hora que sairmos para o mercado de trabalho, sabermos como funciona e fazer tudo certinho”, disse o acadêmico.

O acadêmico relatou que, para realizar o experimento, se inspirou em uma festa típica do Estado, o ‘Pé de Soja Solteiro’, onde ele sempre é feito, porém aplicado na cultura da soja. “Achei várias matérias sobre o experimento na soja, mas nunca no milho”, contou.

Gustavo ainda não possui uma resposta sobre a produtividade, mas espera que o resultado seja positivo. “A nossa expectativa de aumento de produtividade está grande. Se der certo, seria um bom projeto para produtores, do pequeno ao grande. Mas pode ser também que não haja o aumento esperado na produtividade, então saberemos que não é viável”, pontuou.

O professor Wilson ainda apontou que o acadêmico sai da graduação com os resultados de uma nova experiência e também sobre o manejo de diferentes culturas. “Além do

aprendizado da luz, da influência na produção, ele tem o aprendizado de condução da cultura. Ele sai da graduação com uma bagagem maior de informações sobre a cultura do milho, que é uma das culturas mais plantadas aqui na região”, completou o orientador.

O milho safrinha, conforme Gustavo, foi plantado em fevereiro, mas as lâmpadas foram colocadas no dia 10 de abril. Elas permanecerão na plantação por 45 a 50 dias.