Especializado em fisioterapia vestibular, Guadagnucci palestra para acadêmicos durante aula magna de fisioterapia. (Foto: Divulgação)

A especialidade surgiu na Inglaterra, na década de 40. Também conhecida como reabilitação vestibular o que mais chama atenção na Fisioterapia Vestibular é a ausência da manipulação ou uso de qualquer tipo de medicamento para tratar sintomas crônicos de labirintite, tontura aliada com enxaqueca, ansiedade ou até mesmo como parte do envelhecimento. Todos esses males podem ser eliminados com as sessões da fisioterapia vestibular. O COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) reconhece a reabilitação vestibular como área de atuação do fisioterapeuta desde junho de 2012.

Esse foi o tema principal da aula magna do curso de Fisioterapia da UNIGRAN. Ministrada pelo fisioterapeuta Diógenes Guadagnucci Junior, que há doze anos atua com esta especialidade. Segundo ele, os casos devem ser estudados sempre de forma individual, para o que desempenho do tratamento conduzido pelo profissional seja eficaz para o paciente.

A labirintite, muito comum em grande parte das pessoas, é a inflamação de um nervo do labirinto. Algo que não acontece com muita frequência, mas que atinge grande parte da população. Então porque pacientes das mais variadas idades apresentam vertigens e tonturas, sintomas da labirintite, pelo menos uma vez na vida? De acordo com o A labirintite não acontece com muita frequência, mas mesmo assim muita gente apresenta quadros de tontura ou vertigem. Um dos motivos mais frequentes pode ser a VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) que nada mais é do que o deslocamento de alguns cristais que têm dentro do labirinto se descolam, causando a sensação vertiginosa.

Neste caso, a reabilitação vestibular entra como tratamento em alguns casos complementares, não invasivos, baseados em uma série de exercícios personalizados, que são feitos de acordo com a necessidade do paciente e quando indicados, podem ser feitos em conjunto com u uso de medicamentos para assim reduzir os sintomas de tontura, promovendo a recuperação do equilíbrio corporal.

“Alguns exames, entre eles o eletrovectonistagmografia, videonistagmoscopia, testes de posicionamento corporal, além de testes de equilíbrio e coordenação são análises que auxiliam no diagnóstico por isso é tão importante avaliação específica do labirinto, além é claro de uma conversa franca para saber o que o paciente realmente necessita e busca com o tratamento”, diz Guadagnucci.

Ainda de acordo com o especialista, a fisioterapia vestibular vai tratar a tontura, vertigem e o desequilíbrio com manobras, treino de reflexos e exercícios de equilíbrio. “Os tratamentos são feitos através de manobras de posicionamento da cabeça como a manobra de Epley, Lempert ou Barbecue, com o treino dos reflexos, entre eles o vestibulo-ocular e o reflexo vestíbulo-espinhal, além do equilíbrio”, afirma Guadagnucci.

Pelo menos 300 estudantes participaram da aula magna. Para a coordenadora do curso de Fisioterapia da UNIGRAN, Simone Nihues, a ideia do tema principal da palestra foi de mostrar aos acadêmicos outra vertente profissional dentro da fisioterapia. “É muito importante que nossos alunos tenham contato com todas as especialidades da fisioterapia, e apresentar para alunos de todos os semestres do curso, não apenas especialidades já bastante difundidas e bem conhecidas no mercado, mas também aquelas pouco difundidas, mas não menos importantes e que são primordiais para o conhecimento dentro do universo acadêmico, para então começar a moldar o futuro profissional para o mercado de trabalho, mostrando o amplo campo de atuação do fisioterapeuta”, finaliza Nihues.