Em método interativo, estudantes usam chapéus durante game. Foto: Divulgação)

Uma competição, um espaço mais ‘gamificado’, com muita criatividade, um ambiente colaborativo e com maior engajamento dos estudantes. Assim foi a atividade ‘Summaê’, desenvolvida com os acadêmicos de Fisioterapia e Educação Física. Os estudantes participaram de um game de perguntas e respostas visando uma maior absorção de conhecimento.

O Summaê (do latim, Summae = Somas, do popular: sinal circunflexo = chapéu) é uma metodologia ativa, idealizada em 2011, pelo professor Ricardo Fragelli (UnB), com o objetivo de transformar o ambiente de sala de aula em um espaço mais interessante, lúdico e dinâmico. É um evento em que aos participantes fazem desafios por meio de vídeos criativos e em que todos devem ir vestidos com algum chapéu.

O professor Bruno Amstalden afirma que a aula visou desmistificar o ambiente de sala de aula, em que o aluno é a figura que senta e ouve apenas o que o professor fala. “Por se tratar de uma disciplina de estágio, que é quando eles precisam exercitar, de fato, a profissão que eles escolheram, isso ajuda na absorção do conhecimento e também para que saiam um pouco da rotina, para que aprendam de maneira mais lúdica e prática o que já foi visto na teoria”, garante.

Para a acadêmica Andressa de Menezes Silva, o Summaê é uma dinâmica importante, pois consegue fixar melhor o conteúdo. “Acabo aprendendo bem mais os assuntos que são tratados em sala de aula no dia a dia. Quando colocamos em prática, nós estamos mais ligados à realidade, dessa maneira, conseguimos observar a rotina do profissional e nos prepararmos para vivenciá-la. É muito importante termos o teórico, mas é necessário atrelar à prática”, destaca.

Convidado para ser jurado do game, o professor Alex Basilio observa que, nos últimos dez anos, o método simplesmente passivo no qual o estudante senta e assiste uma aula não tem mais o mesmo efeito. “Colocar o aluno como protagonista dentro da sala, buscar atividades que utilizem da criatividade, que estimule e os desafie, são atividades muito mais positivas. O professor é um maestro, ele coordena a atividade, mas quem realmente desenvolve e aflora o conhecimento, são eles. E, dessa maneira, saem da academia profissionais muito mais capacitados e munidos de conhecimentos”, enfatiza.