A Polícia Nacional reforçou a segurança em Capitan Bado. (Foto: Divulgação)

Equipes da Força Especial de Segurança do Paraguai foram enviadas na madrugada desse sábado (1º) para a cidade de Capitan Bado, na fronteira com Brasil por Coronel Sapucaia, de onde devem remover 12 brasileiros e um paraguaio presos durante operação naquela cidade paraguaia. Os presos devem ser removidos ainda hoje ou no máximo amanhã, para Pedro Juan Caballero ou Assunção, e até serem distribuídos em presídios das duas cidades.

A atenção das Forças de Segurança do País foi reforçada a partir da descoberta de um audacioso e violento plano de resgate em que comparsas do bando utilizariam inclusive granadas no ataque ao presídio. A ação de resgate poderia ser ao estilo do chamado, no Brasil, “velho cangaço” durante ataque a bancos, em que os criminosos praticamente sitiam a cidade e as policiais impondo terror enquanto fazem o que planejaram.

Conforme o apurado pelo Serviço de Inteligência do Paraguai seriam resgatados os brasileiros Cicero Marcos Silva de Sousa, de 44 anos, Marcelo Sander Costello, Mateus Enrique Cornele (30), Cleiton Nunes, Wilson Fabiano Martin López (21), Anderson Junior Giacomin (31), Eduardo Marqués Mendoza (30), Francisco da Chaga Cena (23), Rafael Carvalho Macena da Silva (24), Welinton Richar Neres da Costa, Ondoña (26), Michael da Silva (32), Anderson Moraes Pereira (23) além do paraguaio Salustiano Nuñez, de anos.

O grupo foi preso na manhã de quinta-feira (30), com mais de duas toneladas de maconha e várias armas, durante operação dos investigadores da Direção de Investigações Criminais de Casos Puníveis, comandado pelo subcomissário de polícia Arnaldo Rafael Acosta Cabral.

O plano de resgate foi descoberto a partir de uma mensagem enviada por familiares de alguns dos presos em um marmitex, o que provocou o alerta imediato nas dependências da Comissária 4ª de Capitan Bado, com deslocamento do primeiro reforço com policiais da tropa de elite da Polícía Nacional do Paraguai.

Após a transferência nesse final de semana, os presos devem ser novamente interrogados e em seguida os brasileiros serão expulsos do Paraguai e entregues à Polícia Federal brasileira. A maioria dos presos possuem familiares em Mato Grosso do Sul.