Sob protesto, o caixão de Alex foi carregado por parentes e amigos até o cemitério de Pedro Juan. (Foto: Raul Ortiz)

A medida que avançam as investigações sobre o rapto e assassinato do estudante paraguaio Alex Ziole Areco Aquino de 14 anos, vai se conhecendo a crueldade com que o crime foi praticado. De acordo com informações que vários jornalistas da fronteira  tiveram  acesso, a vítima foi julgada por um “tribunal paralelo” sem ligação com o PCC e depois que a sentença de morte foi decretada ele teve que cavar a própria sepultura.

Com a cova pronta e depois de ser espancado e torturado por várias horas, Alex foi morto por um tiro na cabeça e ainda teve o crânio esfacelado com golpes de pás e queimado, o que dificultou o reconhecimento da cabeça junto ao corpo, encontrado dentro de um galão plástico deixado pelos criminosos que desenterram o corpo e colocaram em galão plástico, depois que familiares, amigos e a sociedade passaram a cobrar uma solução para o desaparecimento do estudante no dia 23 de novembro.

Motivo do assassinato seria uma briga entre Alex e um cunhado do principal suspeito do crime o brasileiro Genaro Lopes Martins, um adolescente de 15 anos no interior do banheiro da escola Joao Brembatti Calvoso em Ponta Porã, no dia 22 um dia antes dele ser sequestrado na mesma cidade pelos ocupantes de uma caminhonete.

Os restos mortais do menino foram encontrados em uma mata no Rodoanel de Ponta Porã na manhã de quinta-feira (5) após uma denúncia anônima.

Na tarde do mesmo dia policiais do Setor de Investigações da Polícia Nacional prenderam Diana Clavel Pimentel Acosta de 24 anos que está gravida e a irmã dela Denise Pimentel Acosta de 24 anos e o adolescente de 15 anos que teria sido agredido por Alex, de acordo com Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Civil de Ponta Porã.

Sob protesto e pedidos de justiça o corpo de Alex foi enterrado na manhã deste sábado em Pedro Juan Caballero. As investigações continuam e novidades podem surgir nas próximas horas.