Armas e munições foram apreendidos com os marginais na fronteira. (Foto: Divulgação)

Seis pessoas morreram na manhã desta quarta-feira (1) em um confronto entre membros de uma organização criminosa e polícias de forças especiais da Polícia Nacional do Paraguai que participavam da Operação Romai, deflagrada depois de um longo trabalho de investigação e inteligência para identificar a presença de marginais na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

O confronto aconteceu em Capitan Bado e no distrito de Karapã’i ao lado de Coronel Sapucaia no Mato Grosso do Sul, em uma área rural onde vários homens estavam se preparando para ataques a empresários e grandes comerciantes da região.

Segundo o comandante da Polícia Nacional do Paraguai, Walter Vázquez disse que foram cerca de 20 minutos de troca de tiros e que cinco pessoas morreram na hora e um dos suspeitos chegou a ser socorrido, mas morreu quando era levado para de Santa Rita Del Aguaray.

Ainda segundo Vasquez a organização da quadrilha se assemelhava a uma milícia onde haviam postos de comando, torres de controle e distribuição de tarefas como forma de manter o local funcionando como um quartel.

Cinco pessoas foram presas e outros estão sendo procurados. Um helicóptero e cães farejadores estão sendo usados nas buscas dos foragidos e os trabalhos devem ser reiniciados na manhã desta quinta-feira.

No “quartel general” da quadrilha foram apreendidas diversas armas de vários calibres, coletes a prova de balas, veículos blindados e dezenas de celulares e aparelhos de comunicação.

De acordo com os policiais que comandaram a operação, pelos menos 25 pessoas estavam no local e havia também algumas mulheres. Os nomes dos mortos e dos presos não foi divulgado pela Polícia Nacional do Paraguai, mas entre os mortos e presos estão vários brasileiros.