Deputado Marçal quer parceria do Estado para reativar o Douradão.(Foto: Divulgação)

Interditado pela Prefeitura de Dourados por problemas elétricos, o estádio municipal Fredis Saldivar (Douradão) pode voltar a receber jogos e sediar projetos esportivos. O deputado estadual Marçal Filho (PSDB) se reuniu com o presidente da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Marcelo Miranda, e pediu que seja estendido a Dourados, parceria semelhante apresentada esta semana pelo Governo do Estado para revitalizar o estádio Pedro Pedrossian (Morenão) de Campo Grande.

Construído na década de 80, o Douradão foi totalmente interditado no início do mês de julho, no entanto, os jogos já estavam impedidos de serem realizados. No local, até então, funcionava a Fundação de Esporte do município, a Funed, bem como vinha sendo desenvolvidos os projetos Paralímpico, Escola de Goleiros,  Ginaslouquinhos, além de outros na área de artes marciais. O estádio ainda abrigava a Guarda Mirim. Todos tiveram que deixar o Douradão.

Segundo o deputado, a parceria financeira no valor de R$ 4 milhões garantida para reformar o estádio Morenão também poderá ser estendida a Dourados. “O Douradão é o segundo maior estádio do Mato Grosso do Sul, sendo importante para o município; é preciso que essa parceria também seja feita com Dourados, pois os problemas são apenas na parte elétrica”, justifica Marçal Filho. Vistoria técnica realizada no Douradão apontou uma série de falhas de segurança elétrica.

Para a revitalização do Morenão serão utilizadas verbas do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, vinculado ao Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de MS). O uso desse dinheiro para as obras é um meio legal, considerando que existe uma relação de consumo por parte do público-torcedor e o estádio, objeto do projeto a ser financiado. No estádio da Capital, a intenção é a de trocar toda parte elétrica, hidráulica, banheiros, tampar o fosso e até colocar assentos em todos os setores, para que o lugar funcione como uma “arena” de futebol.

O projeto em Campo Grande é bem mais ousado, diferentemente do Douradão, que para voltar a funcionar e ter de volta os projetos sociais, precisa apenas de investimento na parte elétrica. O deputado diz que vai buscar junto a Fundesporte e ao governador Reinaldo Azambuja uma saída para que o Douradão volte a ser utilizado pela população.