Azambuja aponta união de forças como solução para violência na Fronteira

Governador comentou a tentativa de assassinato contra prefeito de PJC

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O atentado que deixou o prefeito de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, em estado gravíssimo foi motivo de comentário do governador Reinado Azambuja nesta quarta-feira (18), durante conversa com a imprensa em Dourados. Segundo ele, apenas uma união de forças entre as polícias do Brasil e do Paraguai poderá coibir a violência na Fronteira.

Antônio Carlos Acevedo baleado em frente ao Palácio de Justiça, em Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com Ponta Porã, no Brasil. Ele está internado em estado grave no Hospital Viva Vida, no município paraguaio. Três disparos o acertaram no pescoço, dois num dos braços e um no tórax.

Para o governador sul-mato-grossense, a hora é de entendimento entre os dois países para ações conjuntas na região. “Temos uma grande colaboração [na segurança da fronteira], com estrutura de inteligência e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira). É muito triste ver o que acontece no lado paraguaio. Recentemente houve a morte do promotor [Marcelo Pecci], ontem [terça-feira] atentado contra o prefeito. Temos que unir as forças de segurança para coibir essa violência, espero que ele recupere a saúde e cabe a nós montar vigilância permanente no lado Brasileiro para coibir esses crimes transfronteiriços”, afirmou.

Horas depois do atentado, o prefeito de Ponta Porã, Hélio Pelufo (PSDB), se manifestou sobre o ataque ao chefe do Executivo do município paraguaio. Em nota, ele lamentou o ocorrido e disse torcer pela recuperação do colega.

José Carlos Acevedo foi eleito em outubro do ano passado para mais quatro anos de governo. Esse será o quarto mandato consecutivo dele frente a cidade que faz fronteira seca com o Brasil.