A Polícia Militar precisou pedir reforço e acionar a Semadur, depois que uma equipe encontrou no começo da madrugada de hoje, um bar em prelo funcionamento e atendendo várias pessoas em mesas. Quando tentaram orientar o proprietário de que estava desobedecendo medida sanitária preventiva e como tal deveria fechar o estabelecimento, este se rebelou aos gritos de que tinha alvará, autorização e não fecharia. Não conseguiu mostrar documentação alguma, a SEMADUR e GCM foram acionadas e ele virou caso de polícia.

Policiais militares em deslocamento pela rua Antônio Rahe, no conjunto Mata do Jacinto, constataram que uma lanchonete, Lambe Sal, em frente ao Parque do Soter, estava em pleno funcionamento, pouco antes de 1h da madrugada, o que desobedece decreto municipal de toque de recolher em todo o município de Campo Grande para enfrentamento da pandemia decorrente do coronavírus-COVID-19 e ainda o decreto que suspende atendimento presencial ao público.

Não acatando os decretos em favor da saúde pública para evitar contaminação e mortes, o dono da lanchonete Alessandro Francisco Nogueira, de 42 anos, se insurgiu contra os policiais alegando ter direitos, que estava documentado através de alvarás e não iria fechar o estabelecimento. Os policiais solicitaram que apresentasse o alvará (exibição obrigatória) assim como eventuais outros documentos que disse possuir, não apresentou alegando que estavam com o contador.

Como Alessandro insistia em manter a lanchonete aberta, recebeu ordem de parar tudo, fiscais da SEMADUR e Guarda Municipal foram acionados, o bar fechou e o caso foi parar na Polícia Civil. Ao anunciar o toque de recolher especificando a proibição de atendimento em bares e lanchonetes, o prefeito Marquinhos Trad deixou claro que quem desobedecesse teria alvará cancelado e dificilmente conseguiria obter outro.