Salinas tinha sido beneficiado com um Habeas Corpus baseado em documento falso. (Foto> Rede Social)

A Polícia Federal, em atuação conjunta com a Polícia Civil, outras forças de segurança e Autoridades Paraguaias, descobriu que o indivíduo preso no dia 19, após se envolver em uma discussão de trânsito com o uso de armas de fogo, e apontado como um suposto integrante de facção criminosa violenta que atua na região de Ponta Porã, ao ser preso apresentou documentos pessoais falsos.

O documento utilizado pelo indivíduo, se apresentando como Edson Barbosa Salinas, amplamente divulgado pela mídia, foi emitido com base em certidão de nascimento com dados ideologicamente falsos lavrada em um cartório de Aral Moreira, no ano de 2014. O cartório por sinal, já foi objeto de investigações da Polícia Federal em razão da lavratura de registros de forma fraudulenta, tendo sido a tabeliã responsável afastada de suas funções em 2015. Os dados constantes no documento ideologicamente falsos apresentado aos policiais quando de sua prisão tem o nome diferente do verdadeiro nome do detido, além de também diferir quanto ao nome dos pais e data de nascimento.

Com a descoberta, a Justiça que havia arbitrado fiança de R$ 80 mil e ordenado após o pagamento, soltura do indivíduo, decidiu pela não expedição de alvará de soltura e ainda pela restituição dos valores que haviam sido rapidamente recolhidos.

O caso continua em investigação, sendo que a Polícia Federal, a Polícia Civil, as forças de segurança e as Autoridades Paraguaias trabalham em conjunto na apuração. As autoridades não falarão sobre o caso.