Uma grande quantidade de dinheiro foi apreendida na operação. (Foto: MPE)

Na manhã desta sexta-feira (27), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), e a Força-Tarefa da Polícia Civil, com o apoio do Grupo de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras) e por militares do Batalhão de Choque de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar, realizaram a Operação “Omertá”, em Campo Grande.

A finalidade da Operação é dar cumprimento a 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão, tendo como foco o desbaratamento de organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, homicídio, corrupção ativa e passiva, dentre outros.

As investigações do GAECO tiveram início em abril deste ano e foram instauradas com o fim de apoiar os trabalhos de investigações sobre os homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo GARRAS, desde 26 de abril de 2019.

Desde então, as equipes do GAECO e do GARRAS desenvolvem o trabalho em conjunto, o que propiciou, já em 19 de maio de 2019, a prisão de um dos integrantes da organização criminosa em poder de parte do armamento pertencente a esta organização, sendo 2 fuzis AK 47, 4 fuzis 556, 11 pistolas 9mm, dentre outros. As diligências que culminaram na localização do armamento e na prisão do membro da organização responsável pela sua custódia e administração contaram também com o apoio do CHOQUE.

Foram presos até o momento 19 pessoas, dentre elas empresários, policiais civis, guardas municipais, militar da reserva do Exército, policial federal, dentre outros. O policial federal preso temporariamente na data de hoje teve seu mandado cumprido pela Polícia Federal, em apoio à atividade do GAECO.

Em poder dos investigados foram apreendidas mais armas de fogo, munição, aparelhos celulares (inclusive aqueles conhecidos popularmente como “bombinhas”), computadores, documentos e aproximadamente R$ 160.000,00, além de cheques em nome de terceiros.

Operação “Omertá”

É um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do sul da Itália. Fundamenta-se num forte sentido de família e em um voto de silêncio que impede cooperar com autoridades policiais ou judiciárias, seja em direta relação pessoal como quando fatos envolvem terceiros.