Os delegados Thiago Passos e Robson Ferraz estão nesse momento ouvindo os três envolvidos na morte da uma menina de 10 anos, assassinada pela própria mãe em Brasilândia. A mãe será conduzida ao presídio e por isso o celular na vagina

A sociedade do município está estarrecida com a ocorrência que abalou a calmaria da cidade, em decorrência do isolamento por causa da epidemia de coronavirus. De acordo com as informações obtidas com exclusividade pelo Perfil News, Emileide Magalhães, de 30 anos, teria matado a filha porque ela estaria sendo abusada pelo padrasto. Essa versão, foi contada em depoimento pelo filho dela que, segundo consta também ajudou consumar o crime.

CÚMPLICE

Inicialmente, no primeiro depoimento, Emileide tentou livrar o filho da cumplicidade, porém após ser apreendido, o Conselho Tutelar do município foi chamado e o menino teria contado outra versão, que ajudou a mãe a tirar a vida da irmã. O garoto de 13 anos, contou também que o padrasto abusava da criança e por isso, quando a mãe ficou sabendo resolveu tirar a vida da filha.Os delegados ainda não conseguiram descobrir se ela matou a filha por motivos de ciúmes ou para proteger o marido de uma denúncia. Após esse depoimento, os delegados resolveram prender o padrasto, para ser ouvido em separado.

NOVA VERSÃO

Nesse momento os três estão na delegacia sendo ouvidos pelos delegados. A mulher tentou contar uma nova versão do crime, porém ao ser questionado no depoimento reiterou que só se manifestaria em juízo. Ela após, cumprido todos os procedimentos de praxe, será conduzida ao presídio feminino de Três Lagoas, enquanto os demais envolvidos não há informações até o momento qual será o destino deles. A mulher inclusive, mostrou-se muita frieza em todo momento do depoimento. Um fato que chamou a atenção dos policiais é que ela já esteve presa, envolvida por tráfico de drogas. Diante dessa constatação, foi feito uma revista mais rigorosa na mulher e ela confessou estar com um aparelho celular na vagina. Ela já sabia que seria presa e conduzida ao presídio e por isso inseriu o aparelho nas partes íntimas.

FRIEZA

O Perfil News, ouviu também o 3º sargento Luciano, que atendeu a ocorrência e foi até o local onde o corpo foi enterrado. Ele disse que em 27 anos que atua na Polícia Militar jamais viu uma pessoa tão fria e calculista. “É de assustar quando atendemos ocorrências como essa e ver no rosto da pessoa estampado nenhum sentimento. É uma coisa monstruosa, brutal ver uma mãe fazer isso com a filha e não demonstrar arrependimento”, lamentou.