Com a descoberta do celular com Vidigal, ele deverá ser levado para o isolamento conforme o RI das Unidades Penais do MS. (Foto: Arquivo)

Com a descoberta de um celular em poder dele o ex-secretário de Saúde de Dourados, Renato Vidigal deverá ser colocado em isolamento de acordo com o Regimento Interno das Unidades Penais de Mato Grosso do Sul.

Segundo o que consta no documento que rege a disciplina nos presídios do estado, o preso que é pego cometendo falta grave, como a posse de arma, droga, celular outro objeto qualquer que não é permitido, deverá ficar por 10 dias no regime de isolamento sem contato com os outros presos.

A aplicação da punição deve ser determinada pelo diretor da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), Antonio José dos Santos, já que Vidigal foi flagrado hoje na Capela do presídio com o aparelho em um armário feito de papelão entre peças de roupas. Para os agentes penitenciários que encontraram o celular, Renato assumiu que o telefone era dele.

Depois que o aparelho foi encontrado, Vidigal foi levado para uma cela e ouvido por um delegado da Polícia Federal que saiu da unidade penal levando o telefone apreendido e que já começou a ser examinado por peritos da Polícia Federal.

O conteúdo das ligações já teria sido requisitado pelo Ministério Público Estadual. A denúncia era de que Renato estava conversando com pessoas ligadas a ele e preparando uma forma de defesa para que pudesse de alguma forma ajudá-lo a se livrar das acusações que o levaram para a cadeia.

O médico foi preso na segunda fase da Operação Purificação da Polícia Federal no dia 6 de novembro deste junto com o ex-diretor financeiro da secretaria, Raphael Henrique Torraca Augusto, o “Pardal”, apontado como sócio de Vidigal em uma empresa de fachada.  Os dois são acusados de desviar recursos públicos destinados à saúde, principalmente na compra de marmitas para o Hospital da Vida e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Pelo menos outra quatro pessoas foram indiciadas acusadas de participação no esquema. Não está descartado o pedido de prisão de mais pessoas nos próximos dias.

Esta semana o site O Campo Grande News teve acesso a documentos segundo os quais a trama para prejudicar Vidigal envolve o ex-diretor da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados) Américo Monteiro Salgado Junior e o empresário douradense Marcos Gabbiatti. Os dois foram ouvidos como testemunhas na investigação que levou à prisão de Renato Vidigal e Pardal.