Barbosinha volta a denunciar a ausência de comando e quadro de abandono em Dourados

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O deputado Barbosinha (PP) usou a tribuna na primeira sessão ordinária da semana da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (26), para retratar o que classificou como “situação extremamente deprimente, reflexo do quadro de abandono da cidade”, ao questionar o que chamou de “uma Administração fria, distante, e que não se faz por onde ser ajudado” atribuída ao prefeito Alan Guedes, de Dourados.

De acordo com o deputado douradense, falta de dipirona a papel higiênico nas unidades de saúde, servidores públicos estão entristecidos, a administração não dialoga com seus servidores. A Prefeitura quando corta a grama, não recolhe o material, árvores e galhos caídos permanecem e secam em vias públicas, não existe um único espaço público para o cidadão usufruir. O capim toma conta dos canteiros, parques e praças de Dourados. “Onde não tem a ação do Governo do Estado, as ruas parecem crateras lunares e olha que o Governo já fez a recuperação de parte considerável das vias da cidade, está recuperando o quadrilátero central, fez as principais avenidas e as linhas de ônibus e está injetando perto de R$ 70 milhões na Saúde”, comparou.

“O que a gente vê pelas ruas é que o douradense está triste, de cabeça baixa, decepcionado, e a primeira impressão que passa é a de que não existe prefeito na cidade, a Prefeitura é um corpo acéfalo. Para a opinião pública, em que pese o imenso apoio, Dourados não tem vereadores, nem deputado estadual, somos questionados a todo instante pela falta de manutenção, varrição de ruas, limpeza, a sujeira que é canalizada para os bueiros. Dourados já começa a registrar inundações, como a água que invadiu o Terminal Rodoviário recentemente, reflexo dos bueiros entupidos”, alertou.

Enquanto isso, prosseguiu o deputado, a Administração reajustou o IPTU em mais de 10%, lançou a taxa do lixo que vai arrecadar mais de R$ 30 milhões só neste ano e a bancada de Dourados na Assembleia tem sido vigilante junto ao Governo, sempre pedindo por mais melhorias e serviços. Ele lembrou que na gestão petista do ex-prefeito Laerte Tetila (de 1993 a 2000) “a cidade era referência em limpeza, os canteiros bem cuidados e coloridos, mas hoje, quem chega em Dourados leva um choque, pelo quadro completo de abandono”.

No desabafo durante a sessão, Barbosinha chegou a propor que o atual prefeito, quem sabe, “deveria pedir uma licença, dar oportunidade ao vice que tem se mostrado uma pessoa centrada, equilibrada e, enquanto isso, aproveitar para um ‘estágio’ ali em Ponta Porã, Itaporã, Caarapó [citando cidades vizinhas a Dourados], “mas, com humildade, para ver como deve trabalhar um prefeito”, porque, na atual conjuntura, concluiu, referindo-se ao período eleitoral que se aproxima, esse caos administrativo tem refletido no quadro político: “as lideranças de Dourados não são chamadas nem mais para discutir a indicação de vices, quanto mais pra falar de chapas ao Senado ou de composições para recuperar a representação federal”. O Município já indicou candidato a vice-governador em três ocasiões e chegou a ter uma bancada de três deputados federais.