Filho da prefeita de Dourados, o deputado Neno Razuk (PTB) defendeu, na sessão da Assembleia Legislativa de quarta-feira (14), a revogação do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração) aprovado no final da administração do prefeito Murilo Zauith (DEM), com o voto favorável da então vereadora Délia Razuk, à época filiada ao PR e que depois virou candidata a prefeita e derrotou o então deputado federal Geraldo Resende, do PSDB, nas eleições de outubro de 2016.

Em aparte a pronunciamento do deputado Marçal Filho (PSDB), quando parlamentares discutiam a grave situação econômica do Município – e que resultou na proposta, encaminhada pelo deputado Barbosinha (DEM), líder do Governo na Assembleia, de criação de uma Frente Parlamentar para acompanhar essa questão – Neno disse que Dourados está inviabilizada “pelos próximos vinte anos, por causa de um Plano de Carreira que foi implantado, subindo a folha de pagamento de R$ 13 milhões para mais de R$ 33 milhões, no apagar das luzes”.

“Eu sou contra o PCCR”, destacou o deputado Neno Razuk, sugerindo que Marçal Filho, ou Barbosinha [nomes citados por ele próprio como eventuais pré-candidatos às eleições de prefeito no ano que vem], deverão rever o Plano de Cargos. Ele ainda chegou a dizer que os servidores públicos merecem ser bem remunerados, mas sustentou que a situação do Município não permite.

O filho da prefeita aprovou a criação da Frente, e disse que os Governos federal e estadual devem ser cobrados, “porque eles estão deixando Dourados numa situação de calamidade”, observando que na Saúde, por exemplo, Dourados honra com todos os encargos quando mais de 65% dos atendimentos são feitos com pacientes de outras cidades.

Segundo o deputado Neno, a administração da mãe dele não pode sozinha solucionar os problemas do município. “O Hospital Regional deveria estar funcionando, mas só ficou na promessa. Os problemas da gestão de saúde vem desde a administração passada. Cadê o amor por Dourados [esse foi o nome da coligação da candidata a prefeita Delia Razuk]?”, questionou. Ainda no aparte, o deputado disse que a prefeita que assumiu no lugar de Murilo “deveria ter revisto isso”.