Elias Ishy solicitou obras à senadora Simone Tebet. (Foto: Arquivo)

A senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet (MDB), esteve na Câmara de Dourados nesta semana para falar sobre os recursos na ordem de R$ 5 milhões encaminhados ao município para o enfrentamento a pandemia relacionada à COVID-19. Na situação, o vereador Elias Ishy (PT) fez cobranças e pedidos a parlamentar. “Precisamos de valorização e obras estruturantes”, afirmou.

Segundo ele, é necessário investimento federal para realizar, por exemplo, o “contorno sul” da cidade, pois já existe a Perimetral Norte. Ele lembrou do viaduto na Coronel Ponciano, de acesso ao distrito industrial, cobrado pelo mandato há anos, bem como ainda aumento da patrulha mecanizada e um olhar especial na assistência social, na educação, relatando a situação da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e ainda da saúde, explicando que o município atende uma macrorregião e, em 2019, gastou mais que o limite para o atendimento da rede pública.

Ishy relatou que Dourados é a segunda maior cidade do Estado, mas politicamente não tem representação na Câmara ou Senado, o que faz muita falta e acaba prejudicando a população, segundo ele. O vereador apontou o grande potencial do município: “polo do agronegócio e da agricultura familiar, muito rica e diversificada, que atrai grandes empresas. Polo da Educação, com duas universidades públicas, além do Instituto Federal. E ainda referência na saúde”.

A senadora explicou que para esse ano o orçamento já foi dividido, mas que em dezembro pode ser que consiga o recurso para a segurança pública. E ressaltou a importância da gestão e do compromisso político dos representantes. “Obras essenciais deverão ser realizadas por emendas de bancada, devem ser direcionadas pela prefeitura e Governo do Estado, para levar aos senadores o ‘prato feito’, elencando as prioridades”, afirma.

Ela explica que isso foi realizado quanto ao Hospital Regional, dado como prioritário e que a bancada não inicia projetos novos enquanto a obra não estiver pronta, portanto, faltando recursos. “Depende muito mais do trabalho do gestor, quem sabe para o ano que vem, o contorno ou viaduto”, contou.

Por fim, Ishy destacou a importância da permanência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) quando política de Estado, sendo a principal fonte de recursos da educação básica. Ishy fez uma indicação pedindo pelo Fundo Permanente. O texto foi aprovado na terça-feira, dia 21, em primeiro turno, e agora segue para o Senado.