Elias Ishy durante reunião com trabalhadores e Poder Executivo. (Foto: Assessoria)

O vereador Elias Ishy (PT) tem acompanhado a situação da piora na prestação de serviços da prefeitura, de modo geral, na manutenção de Dourados. O parlamentar acredita que a administração deveria abrir os problemas financeiros a população e o debate com transparência das contas públicas, demonstrando a preocupação com a cidade. Ele se posiciona contra o discurso que defende o fim do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações) para sair da “crise financeira”. “É inconcebível culpar folha de pagamento dos servidores e servidoras municipais”, afirma.

Ele cita o fato recente do atraso salarial do funcionalismo público, que ameaçou deflagrar greve geral. Isso porque a prefeitura afirmou que pagaria somente 44% dos salários de cada servidor em dia. Em reunião que contou com a participação de Ishy, o secretário de finanças disse que não teria previsão de pagamento até o mês de dezembro, sem estipular qualquer prazo para a regularização. Após as manifestações dos trabalhadores, os outros 56% foram quitados na sexta-feira (16), conforme divulgado. “Não tinham condições de pagar, mas encontraram recursos?”, questiona ele.

A Comissão de Saúde da Câmara, da qual Ishy é presidente, tem se juntado ao Ministério Público, a Defensoria Pública e Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) no município para debater melhorias na área e tem encontrado vários problemas de gestão dos recursos públicos. As reuniões servem para identificar e ao mesmo tempo tentar encontrar alternativas para situações como a falta de médicos, renegociação de convênios com fornecedores e prestadores de serviços, como de exames laboratoriais, até a falta de insumos básicos.

Há recursos do Governo Federal que estão sendo repassados normalmente para o atendimento de programas específicos, como o transporte escolar e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais do Magistério), não justificam a paralisação dos ônibus escolares e o atraso do pagamento dos profissionais da educação. A suspensão não é devida, portanto, a falta de recursos, mas decorrência de má gestão.

Para Ishy, além de transparência, também falta capacidade de diálogo da atual gestão. O Conselho do Fundeb, por exemplo, tem solicitado reuniões com a prefeita, para tratar da política de educação e até hoje não foi atendido. Para ele, é necessário planejamento e a conversa com os envolvidos deve ocorrer antes e não depois do fato. O vereador, inclusive, parabenizou os sindicatos pela luta incansável em defesa da valorização e das condições de trabalho dos servidores municipais. Segundo ele, disso depende a qualidade e o avanço do serviço público.

A Comissão de Educação e de Saúde, das quais é presidente, quer aprofundar o debate com relação ao financiamento do município. Nesta segunda-feira (19), Ishy deverá se reunir com o Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados) na Câmara, bem como aguarda ainda uma reunião com a prefeita, que deveria ter sido na semana passada, sobre a Funsaud. Está prevista uma Audiência Pública envolvendo a macrorregião, composta por 33 das 79 cidades sul-mato-grossenses, que Dourados atende na saúde.