
O PV (Partido Verde) está divido em Mato Grosso do Sul. Vereadores e o único prefeito eleito pelo partido no Estado, Léo Matos acusam o presidente do diretório estadual, Marcelo Bluma de ser autoritário e centralizar as decisões do partido sem consultar os filiados. Uma reunião em Dourados foi realizada na sexta-feira, entre os vereadores e o prefeito para discutir essa situação. Para Léo Matos, esta divisão enfraquece as ações do PV.
“Se não chegarmos ao um denominador comum corre o risco do partido perder todos os vereadores e o prefeito da sexta maior cidade de Mato Grosso do Sul. Esse problema vem desde as últimas duas eleições, no qual o diretório estadual não tem dado a atenção devida aos membros do partido. Isso então desgasta a nossa relação”, comenta Matos.
Ele relata que o fato do presidente do diretório estadual não ouvir as lideranças impediu que o PV fizesse um deputado estadual nas eleições do ano passado. “Nas duas últimas eleições perdemos as chances de fazer um deputado, e nessa última o diretório estadual tomou uma decisão isolada e autoritária e acabou não permitindo a candidatura de membros do partido”, afirma Léo citando que o vereador Luciney Bampi de Amambai e o vereador Silas Zanata de Dourados foram impedidos de concorrerem a uma vaga na Assembleia Legislativa.
Bluma desmente e diz que o vereador Silas não fez nenhuma solicitação para ser candidato. “Se tivesse feito o pedido, com certeza teria concorrido. Não ouve impedimento nenhum com relação a candidatura dele [Silas Zanata]. Com certeza ele não solicitou participar das eleições no ano passado porque tinha compromisso de apoiar um candidato à deputado do DEM conforme todos vimos ele fazer no decorrer do pleito.
Marcelo afirma que, além do vereador Silas pedir votos para candidato de outro partido, o prefeito de Naviraí também fez campanha abertamente para os candidatos do PMDB. “É evidente que a culpa foi daqueles que não tiveram a hombridade de apoiar os candidatos do nosso partido. Acho que a eventual saída deles [prefeito e vereadores] será um movimento natural. A Comissão de Ética do PV está investigando todos os atos de infidelidade partidária, caso sejam confirmadas, os tornam sujeitos à pena de expulsão”, finaliza.