Sem reagir nas pesquisas, Simone Tebet pode enfrentar dificuldades no MS

MDB estadual evita cravar palanque exclusivo para a senadora pré-candidata à Presidência da República

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A disputa para ser o sucessor de Reinaldo Azambuja no Governo do Estado está aberta e acordos com reflexo da disputa presidencial estão na mesa. Um dos favoritos, o ex-governador André Puccinelli é pré-candidato pelo MDB, mas a diretoria executiva do partido no Mato Grosso do Sul ainda não bateu sobre abrir o palanque exclusivamente para a pré-candidata do partido à presidência, senadora Simone Tebet.

A dificuldade, claro, está na aceitação do nome de Tebet junto ao eleitorado. Nas pesquisas mais importantes publicadas nesta semana, o nome da senadora foi lembrado por apenas 1% dos entrevistados. Na pesquisa DataFolha, por exemplo, divulgada nesta quinta-feira (23), o líder é Luís Inácio Lula da Silva (PT) com 47% e o presidente Jair Bolsonaro (PL) está em segundo com 28%, números que praticamente inviabilizam a possibilidade de uma terceira via, espaço que que ocupar Simone Tebet.

Pelas últimas declarações de expoentes da legenda, o caminho que seguirá o MDB estadual não está claro, mas dá indícios que a senadora pode ter dificuldades “em casa”. Ao Correio do Estado, André Puccinelli foi vago em cravar lugar em seu palanque. “Tem que esperar definir os quadros, depois de definidos, o partido tendo seu candidato vai ser apresentado como do partido, mas dando liberdade por democracia. Vamos respeitar as opiniões, sugerindo, mas não impondo”, disse, sem dizer nada.

“Minha candidata”

Já o ex-ministro Carlos Marun afirmou ao Capital News que Simone Tebet é a sua candidata e que no palanque do MDB ela teria lugar, mas que poderia não ser a única. “No nosso palanque poderiam estar presentes outras candidaturas presidenciais”, sem apontar para quais. Marun aponta ainda que a própria Simone Tebet deveria ocupar lugar em outras candidaturas. “Ela deveria ter lugar também no palanque do PSDB, até porque seu esposo é um dos que coordenam a campanha de [Eduardo] Riedel”, completou.

Apesar dos tucanos estarem na aliança nacional de apoio à Simone Tebet, junto com o Cidadania, Riedel tem apostado no voto bolsonarista para engrenar sua, por enquanto, pré-candidatura ao governo. Sempre que pode, acompanha a ex-ministra Tereza Cristina (PP), candidata ao senado e declara apoio à reeleição do presidente, acabando com qualquer possibilidade do que sugeriu Marun.