Reunião contou com vereadores e representantes da OAB e Defensoria Pública.(Foto: Divulgação)

A Câmara de Vereadores de Dourados, a Defensoria Pública e comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) se reuniu na última quinta-feira, para discutir melhorias no Hospital da Vida de Dourados. A medida tem a finalidade de identificar “gargalos” que estão prejudicando o atendimento a pacientes de Dourados e região.

O trabalho em conjunto foi definido durante reunião na Câmara de Vereadores, na última quinta-feira (8). De acordo com a vice-presidente da Comissão de Saúde do Legislativo, vereadora Daniela Hall (PSD), o momento é de encontrar alternativas para contratos, dívidas do hospital, entre outros, que penalizam os pacientes.

A vereadora também busca reunir toda a classe política para dar um rumo à Saúde de Dourados. A parlamentar busca agendas com deputados, senadores, ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta  e o deputado licenciado Geraldo Resende, secretário de Saúde do Estado em busca de um socorro por Dourados. Resende foi o primeiro a confirmar a participação em reunião aberta no próximo dia 17.

Conforme Daniela, o Hospital da Vida passa por uma das maiores crises de sua história. “A unidade está com dívidas de mais R$ 1,5 milhão por mês. Não está pagando fornecedores e serviços essenciais como o de exames em área verde, amarela e vermelha estão sendo suspensos. O resultado disso é um serviço precário oferecido aos pacientes. Acredito que dá para fiscalizar se há exagero em contratos e renegociar valores e fornecedores. Há casos em que se cobra três vezes mais do que o valor da tabela do SUS”, destaca a vereadora.

Para a parlamentar, a crise da Saúde está tomando proporções catastróficas. “Há falta de médicos, atrasos de pagamento e escalonamento de salário de profissionais, falta de insumos básicos, falta de tudo. Isso não pode continuar acontecendo. São vidas que estão se perdendo”, destaca.

Na semana passada, a empresa fornecedora de exames no Hospital da Vida e Unidade de Pronto Atendimento – Upa -24h, suspendeu o serviço. A medida foi comunicada em carta da empresa para o Ministério público Estadual. De acordo com o documento, serviços como coleta, transporte e análises clínicas ficam interrompidos em setores como Pronto Atendimento Adulto e Pediátrico, área verde e amarela da Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) e Hospital da Vida. Há exceção apenas aos pacientes de UTI, área vermelha e urgência e emergência. A empresa realiza 4.5 mil coletas por mês e mais de 22 mil exames laboratoriais como de sangue, glicose, urina, entre outros.

Participaram da reunião vereadores, a defensora pública Mariza Fátima Calixto, a presidente da Comissão de Saúde da OAB, Helena Izidoro, além de Gilvane Dias e Diva Valente, membros da comissão.