Em visitas ao CCZ, vereador constatou precariedade em que os servidores desempenham suas atividades(Foto: Assessoria)

Na última sessão realizada na Câmara, o vereador Elias Ishy (PT) encaminhou um requerimento questionando a Secretaria de Saúde quanto às ações no combate à dengue e arboviroses em Dourados. Dentre os pontos, está à reativação do Comitê de Combate à Dengue que foi criado por meio do Decreto 467, de setembro de 2009 e a publicidade dos dados epidemiológicos no município.

Como então presidente da Comissão de Saúde, Ishy acompanhou reuniões do Conselho e entendeu a necessidade desse órgão, ainda mais por ser requisito a aprovação do Plano de Contingência. Mesmo com 5.880 notificações em 2019, nada de efetivo foi feito para reverter os dados. Em 2020 já foram 246 notificações da doença. Dessas, 63 foram positivas. Tivemos ainda nove casos de chikungunya e seis de Zika Vírus. Além disso, também aparecem nove ocorrências de escorpiões, sendo que em todo o ano passado foram 35.

Diante disso, para o vereador, o Executivo falha. Ele pediu para que a prefeitura encaminhe, mês-a-mês e em valores reais (R$), as importâncias recebidas do Governo do Estado e do Governo Federal para o Combate à Dengue e Arboviroses no período de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020, bem como o relatório dos investimentos realizados pela Prefeitura no ano passado especificando datas, objetos e valores investidos.

Ele lembrou que foram encaminhados via mandato uma indicação de Nº 1.979 (16/09/2019) e um requerimento de Nº 586 (04/11/2019) indicando e questionando sobre a ativação do Comitê. Sendo assim, questionou quais os motivos de ainda estar inativo e qual a previsão para a reativação do mesmo. Sobre a possível emissão de boletins epidemiológicos no Município, indagou quais os procedimentos realizados e a periodicidade da publicação e se há algum estudo para aprimorar a divulgação desses dados via website institucional da prefeitura.

Em visitas ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) o vereador constatou as condições de trabalho e precariedade que os servidores desempenham suas atividades. Além do sucateamento, da falta de estrutura e insumos, há atrasos constantes em repasses dos incentivos aos agentes. Os profissionais também tem o menor piso salarial do município. Tudo isso agrava ainda mais a situação. “Sabemos do empenho da categoria, que por vezes tiram do próprio bolso para o bem do serviço público”, diz ele.

Lembrando ainda que o parlamentar destinou o valor de R$ 30.000,00, das emendas impositivas, para aquisição de motos adaptadas para o CCZ e está cobrando para que a prefeitura efetue a compra o quanto antes.