De acordo com os profissionais de saúde, os hábitos em prevenção são a melhor estratégia para evitar o AVC.(Ilustração)

Segundo o Ministério da Saúde, anualmente, 100 mil pessoas morrem em todo o país, em decorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC). O acidente ocorre quando há uma lesão no cérebro, por entupimento das artérias, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea apropriada. 

De acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz, que atua no Hospital Cassems Campo Grande,  existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. “No primeiro, há a obstrução ou redução do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação no seu território vascular. E, ainda, no segundo, se dá pela ruptura espontânea de um vaso, com extravazamento de sangue para o interior do cérebro”.

Para o AVC, existe um quadro de maior incidência, de acordo com a idade, conforme explica Renato. “O acidente vascular cerebral afeta pessoas, normalmente, acima de 40 anos, mas pode afetar crianças e jovens, também. A maioria das incidências estão relacionadas aos hábitos em saúde da pessoa”.

Em relação aos hábitos diários, o neurologista orienta para práticas que beneficiem a saúde. “É necessário eliminar as altas cargas de gordura e carboidratos da alimentação e praticar atividades físicas diariamente. Além disso, abandonar alguns comportamentos prejudiciais ao organismo, como fumar, por exemplo”.

O acidente vascular cerebral possui alguns sintomas, segundo Renato. “Os sinais que encontramos em pacientes que sofrem um AVC são paralisia dos braços ou pernas, desequilíbrios, dores de cabeça e desvio da rima do lábio, que se entorta para um lado ou para o outro, além da dificuldade de fala”.

O neurologista salienta que em um episódio de AVC, o protocolo imediato deve ser de levar a pessoa à uma unidade de atendimento emergencial.  “Ao levar a pessoa para o pronto atendimento, haverá uma equipe treinada para prestar a assistência necessária, tanto de Enfermagem, quanto de médicos”.

Ele explica, também, que a ideia não é buscar o controle da doença, mas promover a saúde, como um todo. “Para que não ocorra um episódio de acidente vascular cerebral, é importante que o paciente esteja ao lado do profissional de saúde, realizando todas as orientações que colocamos à disposição dele”.