Nos 19 dias ininterruptos de atendimentos na Caravana da Saúde, nem  frio, calor ou chuva afastaram a população dos procedimentos oftalmológicos oferecidos pelo programa, que aconteceu nas carretas montadas no estacionamento do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. Das oito mil consultas previstas inicialmente, a Caravana executou mais de 10 mil. A expectativa para as cirurgias também foi superada. Conforme o orçamento  disponível, a intenção era realizar duas mil cirurgias. No entanto, o programa  termina com mais de três mil intervenções feitas, sendo mais de 2,5 mil somente de catarata, a maior demanda oftalmológica.

A quantidade de exames também foi maior que o esperado. Dos 24 mil planejados, foram contabilizados mais de 43 mil. “O atendimento foi excelente. Não temos palavras para agradecer pela Caravana da Saúde. Todos que estão aqui não teriam condições de pagar a cirurgia porque é um procedimento caro”, disse o aposentado José Flaviano.

As consultas e exames terminam nessa sexta-feira (05.07). Ainda no sábado (06.07) acontecerão algumas cirurgias que já estavam agendadas. No domingo haverá o pós operatório e a estrutura será desmontada.

Segunda etapa

No decorrer do programa, diante do sucesso da Caravana, o governador Reinaldo Azambuja, juntamente com o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, autorizou que fossem ampliados os atendimentos e que mais procedimentos fossem realizados, já que a demanda era grande. Assim, o Governo do Estado disponibilizou acréscimo de recursos financeiros para que os pacientes fossem atendidos. “O sucesso nos possibilitou ampliar os gastos, dentro do que o orçamento nos permitia, para que todas as pessoas fossem atendidas”, explicou o secretário de Saúde, Geraldo Resende.

Com essa ampliação das consultas e exames, a quantidade de pacientes com diagnóstico cirúrgico consequentemente também aumentou. Por isso, a Caravana da Saúde terá uma segunda etapa, quando passarão pelas cirurgias de oftalmo os pacientes que não puderam ser atendidos na estrutura de carretas montada no Hospital Regional e serão atendidos nos centros-cirúrgicos da unidade.

“Vamos atender todos os pacientes que passaram pela Caravana. Os pacientes que passaram por consultas exames também passarão pelas cirurgias, mesmo com o fim dos atendimentos nas carretas”, afirmou o secretário.