ara saber o porquê de a cada 12 minutos uma mulher ser vítima de violência em Mato Grosso do Sul e conhecer as políticas públicas de atendimento a estas mulheres, a Comissão Externa de Combate à Violência Doméstica e ao Feminicídio da Câmara de Deputados vai estar em Campo Grande na segunda-feira (12/08). A vinda do colegiado atende solicitação da deputada federal Rose Modesto (PSDB/MS), que integra a Comissão.A parlamentar federal sul-mato-grossense propôs a visita técnica para avaliar protocolos e políticas públicas que estão sendo aplicados no estado, coletar informações que ajudem o legislativo federal a propor soluções e a desenvolver campanhas de conscientização.

De acordo com Rose Modesto, “a vinda da presidente da Comissão, deputada Flávia Arruda, vai possibilitar que apresentemos um panorama da situação no Estado, tanto sobre o registro e o acompanhamento dos casos, como o trabalho que já é desenvolvido por órgãos públicos em defesa da mulher. Existem vários trabalhos que podem ser apresentados e adotados na esfera federal”.Para tanto, o grupo vai receber o Mapa da Violência Contra a Mulher no Estado, visitar uma casa que abriga mulheres vítimas de violência e ver os serviços oferecidos e todo o trabalho desenvolvido no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e na Casa da Mulher Brasileira.

A Secretária de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), Elisa Nobre, e a secretária Especial de Cidadania do Estado, Luciana Azambuja, vão apresentar as atividades.De acordo com Secretaria de Direitos Humanos, no primeiro semestre deste ano foram registrados 24.646 casos de violência contra a mulher sul-mato-grossense, “o que corresponde a um registro a cada 12 minutos, cinco por hora e 115 por dia. São números alarmantes”, enfatizou Modesto.

Foram registrados 10.218 casos de violência doméstica; 9.305 ameaças; 4.249 lesões corporais dolosas (quando o agressor causa dano físico ou psicológico nas vítimas); 792 estupros; 60 tentativas de feminicídio e 22 feminicídios.

De janeiro até julho deste ano a Casa da Mulher Brasileira fez 82.561 atendimentos às vítimas de violência doméstica e seus familiares, entre eles o acompanhamento psicossocial, oferta de alojamento e de transporte, atendimento policial e judicial.