Marçal Filho destaca o trabalho da polícia do MS por ser a que mais elucida crimes. (Foto: Luciana Nassar)

O Deputado estadual Marçal Filho (PSDB) sugere a destinação de mais policiais militares para as cidades da fronteira do Mato Grosso do Sul. Ao ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (06) o parlamentar chamou a atenção sobre a estatística do Atlas da Violência que colocou a cidade de Dourados como a mais violenta dos quatro maiores municípios do Estado com mais de 100 mil habitantes.Mato Grosso do Sul tem concurso em andamento com 650 vagas para cargos na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.

“Precisamos de mais policiais principalmente em Dourados, cidade próxima à fronteira”, disse o deputado. Divulgado na segunda-feira, o Atlas traz estatísticas de 2017 e apontou que naquele ano Dourados registrou o assassinato de 75 pessoas, média de 34,4 homicídios a cada 100 mil habitantes. A média de Três Lagoas foi de 34, de Corumbá de 29,6 e de Campo Grande de 18,8. No entanto, Marçal Filho alerta sobre as cidades de Coronel Sapucaia e Paranhos, que em pesquisa passada, de 2016, do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), figuraram entre as cidades fronteiriças do País como as mais violentas. Ponta Porã também foi outro município lembrado pelo deputado que precisa de mais policiais.

Marçal Filho também destacou o estudo em que aponta Mato Grosso do Sul como o Estado que mais esclarece homicídios no País, definindo a sua autoria, materialidade e prisão dos envolvidos. O índice é superior a 73% e se iguala à taxa de resolução dos órgãos de segurança dos países de primeiro mundo, conforme pesquisa do Instituto Sou da Paz, divulgada em rede nacional no final de semana. A Secretaria de Segurança Pública de MS (Sejusp), comandada pelo secretário Antonio Carlos Videira, tem desenvolvido um grande trabalho no Estado, segundo Marçal Filho, devido aos trabalhos integrados entre as forças policiais e com os investimentos do Governo do Estado com o programa MS Mais Seguro, totalizando mais de R$ 130 milhões, na aquisição de viaturas, equipamentos e implantação de núcleos de inteligência.